A estranha sigla do acordo de Defesa Brasil EUA, que são as iniciais para Acordo para Projetos de Pesquisa, Desenvolvimento, Teste e Avaliação, foi resultado do encontro entre Bolsonaro e Donald Trump em Mar-el-Lago na Flórida. O acordo possibilita dar um impulso a indústria de Defesa brasileira, que pode participar de concorrências no mercado do setor nos Estados Unidos e a perspectiva de modernizar a tecnologia de Defesa no Brasil.
O oportuno encontro entre os dois maiores baluartes da direita mundial lembrou da Venezuela e da estratégia de "varrer a esquerda do mundo", cooperando em diversas frentes comuns.
O Brasil tem aproveitado esta oportunidade, pois conseguiu se tornar um aliado extra-OTAN dos Estados Unidos e recebeu apoio dos EUA para se tornar membro da OCDE, que vinha tentando desde a década de 1990.
O Brasil já tem um certo destaque na indústria de Defesa, desde a exportação do KC-390 para Portugal, avaliado em £827 milhões, bem como no fornecimento de cartuchos e munição leve para 89 países, até bombas "cluster", restritas em parte do mercado de armas. Essa perspectiva agora abre novas portas.
Enquanto isso o Brasil vem se desviando de assumir um posicionamento mais incisivo em relação a uma intervenção militar na Venezuela - dita abertamente por Trump, ainda que tenha sido acionado o TIAR ( Tratado Interamericano de Assistência Recíproca) e o Brasil concordou.
Novas oportunidades e desafios se apresentam...
Por Alabê Nunjara

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